LIVRO: CARTA DE AMOR À AMÉRICA (YURI BEZMENOV)(CAPÍTULO 2 - INTRODUÇÃO)
(Apesar dessa tradução ser MINHA, dono deste blog, ela está aberta ao público para TODOS os fins. Não adianta ser rico em um país onde não há nada nas prateleiras, não adianta vencer onde a humanidade inteira perde. Dar os créditos ao citar os textos, no entanto, não deixará ninguém mais pobre e ajudará a divulgar a iniciativa. Obrigado!)
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| Yuri Bezmenov (ex-espião soviético) |
CAPÍTULO 2 - OS QUATRO ESTÁGIOS DE SUBVERSÃO
O que muitos de vocês não veem é a segunda “cadeia” de eventos que eu represento graficamente no próximo gráfico das QUATRO ETAPAS DE SUBVERSÃO: 1) DESMORALIZAÇÃO, 2) DESESTABILIZAÇÃO, 3) CRISE, 4) “NORMALIZAÇÃO”.
O que tudo isso tem a ver com o KGB? Muito simples: essas são as “condições mais favoráveis” listadas em qualquer livro marxista de luta revolucionária. Eu coloquei-as simplesmente em ordem cronológica e dividi tudo três colunas verticais: as áreas de aplicação, os métodos de subversão e os resultados esperados (ou alcançados).
No contexto dos EUA, a maioria destes resultados sórdidos é produzida na América por americanos... com a ajuda IDEOLÓGICA dos subversores comunistas. A maioria das ações é evidente, legítima e facilmente identificável. O único problema é que elas estão “esticadas no tempo”. Noutras palavras, o processo de subversão é um processo de longo prazo que um indivíduo médio, devido ao curto intervalo de tempo da sua memória histórica, é incapaz de perceber o processo de subversão como um esforço CONSISTENTE e intencional. O que é exatamente como ele deve ser: como o ponteiro das horas do seu relógio. Você sabe que ele se move, mas NÃO PODE VÊ-LO em movimento.
O princípio central da subversão ideológica é VIRAR UMA FORÇA MAIS PODEROSA CONTRA SI MESMA. Assim como nas artes marciais japonesas, você não para o golpe de um pesado inimigo mais poderoso com um golpe igualmente forte. Você pode simplesmente machucar a sua mão. Ao invés disso, você pega no punho atacante com a mão e PUXA o inimigo na direção do seu próprio golpe até que ele bata numa parede ou em qualquer outro objeto pesado no seu caminho.
A América é obviamente uma “força mais poderosa” que o comunismo é incapaz de derrotar. Mas é possível conquistar esta nação usando as precondições que eu descrevi, criadas pelos próprios americanos, e desviar a atenção da América para longe dessas precondições mortalmente perigosas.
A situação é semelhante a uma casa cujos proprietários tenham armazenado explosivos e materiais inflamáveis DENTRO dela. Para destruir esta casa o inimigo não tem que entrar fisicamente nela. É suficiente iniciar um incêndio ao lado e esperar até que o vento sopre na direção certa. Enquanto isso, o inimigo pode “lançar algumas grandes ideias” para os proprietários discutirem e desviar a sua atenção do fogo real: proteção ambiental, liberalização gay ou emancipação de animais de estimação são os tipos de polêmicas vazias que desviam a atenção da América do perigo real. Pessoas inteligentes iriam notar o fogo e retirar os objetos e materiais inflamáveis ANTES da casa se incendiar. Idiotas úteis continuarão a discutir se é constitucional ou não pagar aos bombeiros, ou a igualdade entre marido e mulher nas tarefas domésticas (sobre quem deve remover os combustíveis), até que o choque da explosão real espalhe as suas cabeças ocas por todo o bairro.
Agora, vamos voltar ao meu gráfico. Sei que isso vai ser um pouco incômodo. Mas o meu objetivo não é entreter, mas explicar o que os meus ex-chefes do KGB consideram importante para a sua “libertação”.
(Continua no capítulo 3)

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